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          Em menos de duas décadas a experiência da infância mudou drasticamente, portanto novos hábitos precisam ser criados. Veja abaixo pequenos excertos de pesquisas científicas que mostram a relevância da natureza para crianças:

"Quantas vezes a alma do homem - especialmente na infância - é usurpada porque não lhe é permitido entrar em contato com a natureza."

- Maria Montessori, "Da Infância à Adolescência", pág. 19

"Quando as crianças brincam em espaços naturais, é muito mais provável que inventem seus próprios jogos do que em ambientes mais estruturados - um fator-chave para se tornar autodirigida e inventiva enquanto criança e por toda a vida."

- Richard Louv, "A Última Criança na Natureza"

"O caminho para levar nossos filhos ao ar livre não é jogar fora o computador ou o aparelho de televisão, assim como não é para jogar fora os livros que temos em nossas casas. Essas são todas ótimas fontes de aprendizado e lazer. Em vez disso, o caminho é garantir que as crianças tenham oportunidades reais de brincar livremente na natureza, com outras crianças, sem a interferência de adultos."

- Peter Gray, "Livre para Aprender"

SABEMOS QUE NATUREZA FAZ BEM PARA AS CRIANÇAS. MAS O QUAO BEM FAZ, EXATAMENTE?

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Melhora as habilidades cognitivas. Proximidade a, vista de, e exposição diária a ambientes naturais aumentam a capacidade das crianças de se concentrar e melhoram as habilidades cognitivas (Wells, 2000).

Melhora o desempenho acadêmico. Estudos nos EUA
mostraram que as escolas que usam salas de aula ao ar livre e outras formas de educação experiencial baseadas em natureza revelam ganhos significativos do aluno em estudos sociais, ciências, artes da linguagem e matemática. Estudantes em programas de ciências em ambientes naturais melhoraram seus resultados de provas em ciências em 27% (American Institutes for Research, 2005).

Aumenta a atividade física. Crianças que experimentam
ambientes escolares com variados cenários naturais são mais fisicamente ativas, mais conscientes sobre nutrição, mais civis umas às outras e mais criativas (Bell e Dyment, 2006).

Melhora a nutrição. Crianças que plantam seus próprios alimentos são mais propensas a comer frutas e legumes (Bell & Dyment, 2008) e a mostrar níveis mais elevados de conhecimento sobre nutrição (Koch, Waliczek & Zajicek, 2006). Elas são também mais propensas a continuar com hábitos alimentares saudáveis ao longo de suas vidas (Morris & Zidenberg-Cherr, 2002).

Melhora a visão. Mais tempo gasto ao ar livre é
relacionado a taxas reduzidas de miopia em crianças e adolescentes (American Academy of Ophthalmology, 2011).

Melhora as relações sociais. As crianças ficarão mais inteligentes, mais capazes de se dar bem com os outros, mais saudáveis e mais felizes quando têm oportunidades regulares de brincar de forma livre e desestruturada ao ar livre (Burdette e Whitaker, 2005).

Melhora a autodisciplina. Acesso a espaços naturais, e
até mesmo uma vista a ambientes naturais, aumenta a paz, o autocontrole e a autodisciplina nos jovens das cidades grandes, e particularmente em meninas (Taylor, Kuo e Sullivan, 2001).

Reduz o estresse. Plantas verdes e vista a ambientes naturais reduzem o estresse entre crianças altamente estressadas. Locais com maior número de plantas, vistas mais verdes e acesso a áreas de lazer naturais mostram resultados mais significativos (Wells e Evans, 2003).

Auxilia múltiplas áreas de desenvolvimento. Natureza é importante para o desenvolvimento das crianças em todos os maiores aspectos - intelectual, emocional, social, espiritual e físico (Kellert, 2005).

Auxilia criatividade e resolução de problemas. Estudos de crianças em pátios escolares mostram que crianças se engajam em mais formas criativas de brincadeiras quando estão em áreas verdes. Elas também brincam de modo mais cooperativo (Bell and Dyment, 2006). Brincar na natureza é especialmente importante para desenvolver capacidades de criatividade, resolução de problemas e desenvolvimento intelectual (Kellert, 2005).

Reduz sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Contato com o mundo natural pode reduzir significativamente os sintomas de TDAH em crianças, desde os cinco anos de idade (Kuo and Taylor, 2004).