Tivemos a sorte em conseguir um par de ingressos para ir ver o dia de estreia do Vivo Open Air – o cinema gigante à céu aberto montado pela companhia em sessão especial para cerca de 1.000 convidados – o local comporta aproximadamente 1.800.

Em sua décima edição, a vivo trouxe ao Brasil a tela de 325 metros quadrados (45 m2 a mais que nas edições anteriores – segundo a vivo, este é o maior telão do mundo), pesando mais de 70 toneladas e que está montada junto às arquibancadas do Jockey Club de São Paulo.

Criado em 1988 na europa, o evento só foi chegar às terras tupiniquins em 2002 e estará em São Paulo entre os dias 17 de abril à 6 de maio e os ingressos custam meio carinho: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). De terça à sábado a sessão começa as 21:30 e aos domingos, às 20 horas.

Fomos no dia de estréia apenas para convidados e sorteados, no domingo dia 15 de abril, cuja previsão de início da sessão era para ocorrer às 20 horas – mas que por tremenda falta de respeito dos organizados para com o público, só foi ocorrer 45 minutos após – sem nenhuma justificativa ou esclarecimento.

O evento ocupa toda uma ala de arquibancadas do Jockey Club, onde o público consegue admirar todos os prédios que estão localizados do outro lado do Rio Pinheiros. A noite o espetáculo das luzes da cidade toma conta e serve de um belíssimo pano de fundo para a tela que permanece deitada até o início do filme.

O momento de “levantamento” da tela é um show à parte. Luzes coloridas e piscantesfazem com que a tela que se levanta se pareça com um disco voador levantando voo. O momento é engraçado (nem tão emocionante quanto os organizadores imaginavam que seria – mas é um belo espetáculo).

Um vídeo publicado pelos organizadores do evento mostra a tela sendo levantada:

O filme que assistimos foi “Sete dias com Marilyn” – que conta alguns dias que um cara conviveu com a famosa atriz. Filme legalzinho até. A imagem e o som, contrariando o que estávamos esperando, foi excelente. Imagem clara, cores vivas e com som excelente, chegando a ser muito superiores que algumas salas de cinema da cidade.

Mas se você estiver com fome ou sede, cuidado! O pedaço de pizza (até que generoso e gostoso) custa incríveis R$ 10,00. Um copo com 100 ml de refrigerante, absurdos R$ 5,00. Também é vendido cerveja e outras coisas.

Outra reclamação foram as enoooooormes filas existentes em todos os carrinhos de pipocas – filas que duraram até 20 minutos após o início do filme (e que já havia começado 45 minutos atrasado).

Em todos os dias de apresentações, após o filme haverá algum show que ocupa o lounge de entrada do local – talvez pra quem goste das baladinhas promovidas, valha a pena o valor cobrado.

Como chegar?

Sugestão é ir de metrô até a estação Butantã da linha 4 Amarela, e de lá pegar um taxi (pode-se pegar um ônibus próximo à estação – caminhe até a av. Valdemar Ferreira, 481 e pegue os ônibus 702P-42, 107T-10 ou 7181-10, demora de 14 minutos até o local). Valor aproximado da corrida de ida e volta é de R$ 15 cada.

Para quem quer ir de carro, o estacionamento do local custa R$ 30.

Avaliação

Acessibilidade: Restrita. Escadas são empecilhos aos cadeirantes, além de não possuir locais destinados a este público.

Localização: Jockey Club de São Paulo – Avenida Lineu de Paula Machado, 1263, Cidade Jardim

O espaço: Localizado em uma das arquibancadas do Jockey, local grande, coberto e com poltronas almofadadas.

Público: Para todas as idades, dependendo da classificação do filme.

Programação: Confira a programação dos filmes e shows no site do Vivo Open Air.

Horário e valores: O ingresso custa de R$ 20,00 a R$ 40,00, com direito aos shows após os filmes. Estudante paga meia. De terça à sábado a sessão começa as 21:30 e aos domingos, às 20 horas

Nota final: 6. O evento parece ser bem organizado, existem bastante pessoas trabalhando e que estão à disposição das pessoas para tirarem dúvidas e organizar a movimentação do público. Os pontos negativos foram: atraso de 45 minutos para o início do filme, falta de acessibilidade aos usuários de cadeira de roda e falta de poltronas/locais destinados a este público. Outro ponto ruim é o valor do ingresso que é caro – mas se você curtir o show que ocorre após o filme, compensa desembolsar R$ 40,00.

Conclusão final: Vá para viver uma experiência interessante que só pode ser vivida neste tipo de evento. Mas não é algo para se ir ver todos os dias.

Galeria de fotos

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