O Centro Cultural do Banco do Brasil na capital de SP está localizado à Rua Alvares Penteado 112, no centro velho de São Paulo, em um prédio construido em 1901 e comprado pelo Banco do Brasil em 1923. Somente em 1927 é que o banco foi inaugurado.

Para chegar até ele é super fácil ir de metrô, basta descer na praça da Sé, pegar a rua Direita e pronto, já está na rua Alvares Penteado.

Desde 2001 o prédio abriga o Centro Cultural do Banco do Brasil em São Paulo, com as características ainda preservadas da sua grande história e arquitetura em estilo art nouveau e neoclássico do início do século passado. Logo no hall de entrada, o que chama a atenção são os lustres e pisos preservados e o enorme vão central, que interliga os cinco andares do prédio.

Sua arquitetura é linda e grande parte das suas características ainda estão preservadas. O prédio sofreu melhorias e está adaptado para receber pessoas com deficiências: possui elevador para os cadeirantes, visitas guiadas aos deficientes visuais, auditivos e mentais (com agendamento prévio, em grupo ou individual).

A entrada para conhecer o prédio e as exposições é gratuita e aberta ao público das 9h às 20h, de terça a domingo.

Os corredores dos andares e algumas salas do prédio são destinados às exposições que ocorrem regularmente por lá. Tenho que admitir que esses espaços (principalmente os corredores) não são os melhores, já que há grande incidência de luz externa (proveniente da clarabóia existente no topo do prédio), além de  ser apertado e com paredes muito recortadas por colunas e curvas.

Já fui em outras exposições que aconteceram lá e em todas me senti desconfortável ao observar as obras.

Nesta última vez, por ter sido em um horário tranquilo, não havia muitas pessoas quando chegamos, e ao adentrarmos algumas salas da exposição, vimos 3 funcionários do centro de exposição fofocando e falando mal de alguém. Como as salas são pequenas, por mais baixo que elas falassem, podíamos ouvir, o que causou desconforto e não pudemos conversar apropriadamente sobre as obras. Fora este incidente, os outros funcionários se apresentaram atenciosos e educados.

Além das exposições, o centro cultural conta com uma sala de cinema, um teatro e um auditório, onde são apresentados filmes, peças teatrais, shows de dança e música  a preços super populares (de graça até R$ 6,00).

Exposição Anticorpos

Quando fomos lá alguns dias atrás,acontecia a exposição “Anticorpos”,  dos irmãos artistas Fernando e Humberto Campana, com suas principais obras, em uma coletânea que abrange desde 1989 até 2009.

A exposição chega ao Brasil depois de 2 anos de apresentações ao redor do mundo. Ela foi organizada pelo Vitra Design Museum da Alemanha e tem curadoria de Mathias Schwartz-Clauss.

Está dividida em todos os andares do prédio, ocupando os corredores, o vão central e as salas dos andares superiores.

A exposição é bem interessante e aborda diversas questões recorrentes ao longo destes 20 anos, como a cadeira feita com os bichinhos de pelúcia Parmalat e e os móveis feitos a partir de materiais reciclados.

O ponto negativo desta exposição é o fato de que algumas obras ficavam restritas a serem apreciadas à distância, pois se encontravam em um tablado comprido e cercado, impossibilitando a aproximação das pessoas e, consequentemente, melhor visualização.

O que nos impressionou na arte dos Campana foi a variedade dos materiais utilizado nas obras, que vai desde papelão, cisal, plásticos até tecido, madeira e vidro.

A exposição vale a pena ser visitada. Então corra, acaba dia 15 de janeiro de 2012.

Na galeria de fotos deste post você poderá conferir algumas das obras dos irmãos Campana.

Avaliação

Acessibilidade: Total. Oferece rampas e elevadores especiais para usuários de cadeiras de rodas, atende também portadores de deficiências mentais, físicas, auditivas e visuais, em grupo ou individualmente, mediante agendamento prévio.

Localização: Rua Alvares Penteado 112, 300 metros da estação da Sé do metro (linha vermelha) – ver mapa abaixo.

Capacidade: Cinema com 70 lugares, auditório com 45 e teatro com 125.

O espaço: Não é o dos melhores para exposições grandes, pois os corredores são iluminados com luz natural. As salas são pequenas e quando junta um pequeno grupo, fica inviável adentrar e observar as obras com calma.

Público: Para todas as idades.

Programação: Confira a programação completa do centro cultural no site do banco.

Nota final: 9 para a conservação do prédio e 8 para a exposição “Anticorpos” (perdeu pontos por não permitir que chegássemos perto de várias obras dos artistas).

Conclusão final: O Centro Cultural do Banco do Brasil apresenta muitas opções de lazer, entretenimento e cultura, quase que diariamente (só não abre às segundas). Está localizado em um local de fácil acesso via metrô (linhas vermelha e azul) e possui um prédio fantástico, que enche os olhos de quem gosta de apreciar arquitetura do início do século passado.

Galeria de Fotos

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