A Caixa Cultural possui dois espaços em São Paulo. O mais antigo está localizado em frente à Catedral da Sé em São Paulo e o mais novo no Conjunto Nacional na Avenida Paulista.

Fomos visitar o edifício da Sé que foi inaugurado em 1939 e possui características referentes à “europeização” que ocorreu neste período aqui no Brasil. Grandes colunas revestidas em mármore preto, com um enorme pé direito no hall de entrada e que eleva-se até o segundo andar.

Decoração feita com metais e vidros (todos importados), caracterizam a modernidade e o esbanjamento econômico da época.

A Caixa Cultural está dividido em duas áreas distintas: área cultural com espaços para exposições, um grande salão onde são realizados espetáculos de dança, teatro, shows e debates e a área do museu da Caixa, que narra por  meio de fotos, documentos e objetos a história do banco no Brasil.

O prédio possui no vão central que forma o grande salão um gigantesco vitral feito pelo italiano Henrique Zucca. Resultado de um trabalho de 3 anos, o artista retrata o progresso de São Paulo, a riqueza, o trabalho e difusão das raças.

Quando fomos visitar a Caixa Cultural, infelizmente, e não sei o por quê, o museu não estava aberto. Retornarei outro dia para visitá-lo, mas parte de seu acervo pode ser conferido em fotografias em 360º no site SP360.

Você pode também conhecer o Centro Cultural através de fotografias em 360º.

Exposições

Tipocriaturas

Fomos lá no último dia 19/11/2011 quando houve o lançamento da nova exposição “Tipocriaturas“, do artista iraniano Oded Ezer.

É a primeira vez que Ezer apresenta suas obras aqui no Brasil, e se você quiser conhecer, não faça corpo mole, pois ela acaba em 28 de fevereiro de 2012 e está aberta de terça à domingo, das 9 às 21h.

Tivemos a sorte de ver de perto o artista, que apresentava as suas obras em um tour guiado, em inglês, a todos os presentes.

A exposição é muito legal e apresenta por meio de fotos e imagens a metamorfose entre criaturas e tipografias. Neste contexto, formigas se transformam em letras, a Helvetica ganha pernas, antenas e outras intervenções.

Usando e abusando de experimentos, suas obras conseguem atingir um perfeccionismo e criatividade absurdos.

Para produzi-las, o artista utiliza resina, fósforos, cordas, arames, pedaços de papel.

Mas nem só de arte experimental o sujeito vive. Ele produz logos, igualmente de excelente qualidade e criatividade, sempre brincando com as formas e os tipos dos alfabeto hebraico e romano.

Não conhecia o artista, mas adorei ver suas obras.

Quem perdeu a primeira oportunidade de conhecer as obras do Oded Ezer explicadas pelo próprio, agende aí: dia 11 de fevereiro às 16h ele fará outra visita guiada explicando suas obras.

 

Onde Somos África

Aproveitamos que estávamos no centro cultural, fomos conhecer as exposições disponíveis nos outros 2 andares do centro cultural.

No primeiro, nos deparamos com uma coletânea de artes africanas – exposição intitulada “Onde Somos África”. Apresenta cores, texturas e formas características da arte dos africanos. Fantásticas esculturas, verdadeiras obras de artes esculpidas em presas de elefante e panos com uma variedade enorme de texturas e cores. Junto às peças expostas, estão textos históricos e explicativos sobre a cultura e crenças indígena.

Obs: Infelizmente esta exposição já acabou.

 

Direitos Humanos: Imagens do Brasil

Fazendo uso de fotografias marcantes, narra as lutas e momentos marcantes na história no desrespeito aos direitos humanos ocorridos no Brasil.

Acompanhar essa evolução em forma cronológica através das fotos foi fantástico. Relembra os casos obscuros da ditadura, os assassinatos ocorridos sob mistérios e a tomada do poder pelos militares e, posteriormente, pelas “Diretas Já”.

Recomendamos esta exposição a todos, principalmente quem estiver ainda na escola – vale muito a pena. Contém algumas cenas fortes (algumas pessoas fuziladas e enforcadas, então não recomendamos para crianças).

Obs: Infelizmente esta exposição já acabou.

Na Caixa Cultural esta semana já está em cartaz a exposição da artista Mira Schendel – considerada uma das expoentes da arte contemporânea brasileira.

Você pode conferir um pouco da obra da artista pelo Google.

Ainda não fomos ver esta exposição – assim que formos falaremos sobre ela. As obras da artista estarão na Caixa Cultural da praça da Sé até o dia 26 de fevereiro e no Instituto Moreira Salles, Rua Piaui, 844, 1º andar. – Higienópolis Até 11 de março.

 

Avaliação

Acessibilidade: Parcial. Possui rampas de acesso às pessoas com cadeiras de rodas e elevador. Pelo site é possível agendar apenas visitas guiadas à entidades assistenciais que cuidem de pessoas com necessidades especiais. O site é restrito pois é todo feito em flash e possui letras minúsculas (além de ser confuso).

Localização: Praça da Sé, 111, 100 metros da estação da Sé do metro (linha vermelha/azul) – ver mapa abaixo.

O espaço: O prédio é espaçoso e possui diversos ambientes para que várias exposições possam ocorrer simultaneamente. A iluminação e a temperatura dos ambientes são controlados.

Público: Para todas as idades.

Programação: Confira a programação completa do centro cultural no site do Centro Cultural.

Nota final: 8 para o prédio e 10 para as exposições. Perdeu pontos no quesito ambiente por não ter acessibilidade total e faltar indicações das exposições que estão ocorrendo nos demais andares.

Conclusão final: A Caixa Cultural proporciona lazer e cultura. As exposições oferecem riqueza de informações e obras. Com certeza você sairá de lá mais sábio do que quando entrou. Está localizado em um local de fácil acesso via metrô (linhas vermelha e azul).

Galeria de Fotos

Localização

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